Corredor Sines/Setúbal/Lisboa - Elvas/Caia

Corredor Sines/Setúbal/Lisboa - Elvas/Caia
O itinerário ferroviário Sines – Elvas/Caia (fronteira), de importância estratégica para Portugal, tem como objetivo estabelecer uma ligação ferroviária para o tráfego de mercadorias entre o Porto de Sines e Espanha e daí para o resto da Europa, contribuindo assim para a melhoria da capacidade do Porto de Sines (e do arco Sines – Setúbal - Lisboa) e da sua competitividade internacional (pelo alargamento da sua área de influência ao centro da Península Ibérica).
 
Reforçando o papel da ferrovia no transporte internacional de mercadorias, esta ligação possibilitará a estruturação das acessibilidades do país quer internamente, quer relativamente ao exterior, facilitando o funcionamento em rede e articulando os diferentes modos de transporte numa lógica de complementaridade, especialização e eficiência, com efeitos muito positivos na economia e no ambiente (transferência de carga da rodovia para a ferrovia).
 
O projeto foi acordado na XIX Cimeira Luso-Espanhola, na Figueira da Foz, em 2003, e reafirmado nas subsequentes cimeiras, e faz parte do Projeto Prioritário nº 16 (Eixo ferroviário de transporte de mercadorias Sines / Algeciras - Madrid - Paris) da Rede Transeuropeia de Transportes e do Corredor Atlântico, que envolve Portugal, Espanha, França e Alemanha.
 
As intervenções previstas no Corredor Sines/Setúbal/Lisboa – Elvas/Caia foram também identificadas como investimentos prioritários pelo Plano Estratégico de Transportes e Infraestruturas – Horizonte 2014-2020 (PETI3+).
 
O projeto do Corredor Sines/Setúbal/Lisboa-Elvas/Caia compreende intervenções já concluídas e intervenções em planeamento.
 
Intervenções Concluídas:
 
 
Principais Intervenções em Planeamento:
 
 
Aceda aqui a mais informação sobre financiamento comunitário.

Objetivos

Criação de corredor ferroviário competitivo de ligação dos portos de Sines-Setúbal-Lisboa à fronteira de Caia-Badajoz, que reforce a conetividade externa do território através de:
 
  • Redução da distância em 140 km;
  • Redução do tempo de percurso em cerca de 3h00;
  • Viabilização de circulação com tração elétrica em todo o percurso;
  • Viabilização da circulação de comboios com 750 m de comprimento;
  • Aumento da capacidade de carga rebocada para 1400 t com tração elétrica simples;
  • Dotação de condições de interoperabilidade ferroviária a nível nacional, ibérico e europeu;
  • Melhoria da fiabilidade e disponibilidade da infraestrutura;
  • Redução da sinistralidade nas passagens de nível (PNs).