Promovido pela KPMG Portugal e pela Microsoft Portugal, o encontro reuniu especialistas nacionais e internacionais para discutir de que forma a tecnologia pode apoiar a antecipação, prevenção e resposta aos riscos climáticos que afetam as redes ferroviária, rodoviária e digital.
O evento “Resiliência Climática: porque é agora tão importante?” decorreu hoje na sede da Infraestruturas de Portugal (IP), em Almada, reunindo entidades públicas, especialistas e empresas tecnológicas em torno dos desafios colocados pelas alterações climáticas às infraestruturas críticas.
Na abertura da sessão, o recém-empossado presidente da IP, Paulo Carmona, destacou a crescente pressão que os fenómenos climáticos extremos exercem sobre as infraestruturas: “Durante muito tempo falámos de alterações climáticas como um desafio futuro. Hoje, para quem gere redes ferroviárias, rodoviárias e digitais, esse futuro tornou-se presente.”
O presidente da IP defendeu ainda que “a resiliência deixou de ser apenas um conceito estratégico”, assumindo-se agora como “uma condição essencial para garantir continuidade de serviço, segurança e confiança”.
Na sua intervenção, Paulo Carmona reforçou também o papel da tecnologia no apoio à tomada de decisão, afirmando que “a tecnologia não substitui a responsabilidade de quem decide, mas permite decisões mais fundamentadas, mais rápidas e mais transparentes.”
A sessão contou igualmente com a presença do Secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Espírito Santo, que defendeu que já não se fala “apenas de manutenção de infraestruturas, mas também da capacidade de antecipar, adaptar e responder”.
O governante sublinhou a necessidade de se “construir infraestruturas para o futuro climático que já está em curso”, defendendo a integração de “soluções técnicas robustas” desde a fase de conceção.
Patrícia Figueira, diretora de Sustentabilidade e Inovação da IP, participou no painel “Diálogo institucional: prontidão e resposta climática”. Ao longo do encontro foram ainda apresentadas soluções tecnológicas como plataformas de monitorização climática, modelos “digital twin”, sistemas de análise geoespacial e ferramentas suportadas por Inteligência Artificial para previsão de eventos extremos e apoio à gestão operacional, num debate que contou com a participação de representantes da KPMG Portugal, especialistas da Microsoft e entidades ligadas à gestão pública e tecnológica.